NOTICIA

Recursos do Fundeb devem apoiar professor que atua em áreas mais vulneráveis

05/11/2020 16:50

Em debate sobre regulamentação do fundo, especialistas propõem melhores salários e formação continuada para valorizar magistério


A regulamentação do Fundeb (PL 4372/20) deve prever mais suporte aos professores que atuem em localidades de mais vulnerabilidade social. Essa foi uma das sugestões tiradas de reunião do ciclo de debates sobre a regulamentação do fundo, realizada nesta quarta-feira (4). A reunião, coordenada pelo deputado Professor Israel Batista (PV-DF), teve a participação do relator do projeto de regulamentação, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES).

Pelas novas regras do Fundeb permanente, os profissionais de educação devem receber 70% da complementação da União para estados e municípios, sendo que o total de recursos vai subir gradativamente. Hoje esse percentual é de 60%. O deputado Professor Israel citou vários dados que mostram uma desvalorização da profissão de professor no país:

“49% dos professores não recomendam a profissão aos seus alunos e apenas 2,4% dos jovens brasileiros de 15 anos de idade têm o sonho de seguir na carreira docente. Esse é o menor índice medido pela pesquisa Pisa, pela prova Pisa que depois faz uma pesquisa no ano seguinte organizada pela OCDE”, disse.

Formação continuada
A gerente do Movimento Profissão Docente, Caroline Tavares, citou ainda a necessidade de formação continuada. Ela explicou que hoje a profissão não incentiva o aperfeiçoamento pessoal e a permanência em sala de aula. E citou uma pesquisa com estudantes que falam porque desistiram de atuar como professores:

“Porque o salário não é atrativo e o professor não é valorizado nem pela sociedade nem por mim. Eu, como aluno, não respeito aquele professor que está dando aula para mim. Então isso é bem evidente do quanto isso precisa ser mudado no Brasil", observou.

Vulnerabilidade
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os recursos para os professores não devem seguir critérios meritocráticos:

“Eles devem ser pautados em uma discussão muito extensa sobre a questão da vulnerabilidade. Ou seja, lugares que precisam de professores mais experientes, que têm a necessidade de manter o professor e de estabilidade para os professores naquela região”, explicou.

Já o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Luiz Miguel Garcia, criticou a formação inicial dos professores feita pelas universidades. Segundo ele, não há uma preparação efetiva para atuar em sala de aula. E disse que os salários baixos levam os professores a jornadas duplas ou triplas, o que reduz a eficácia das aulas.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

Efeitos da Portaria 1030/2020 sobre o planejamento 2021: visão jurídica

02/12/2020 14:56

Inovação é desafio para a Engenharia brasileira

02/12/2020 14:53

Ministério revoga portaria que obrigava volta das aulas presenciais em universidades em janeiro

02/12/2020 14:46

INSCREVA-SE PARA RECEBER NOVIDADES

Artigos, notícias e informativos sobre legislação da área da educação



CONTATO

SEPN 516 Norte, Bloco D, Lote 9,

Edifício Via Universitas, 4° andar

CEP 70.770-524 - Brasília - DF

Entrada pela via W2

(61) 3349.3300

(61) 3347.4951

(61) 3030.2200

(61) 9.9370.3311

abruc@abruc.org.br

REDES SOCIAIS

COPYRIGHT © 2018 ABRUC. A ABRUC não é responsável pelo conteúdo de sites externos.