NOTICIA

Permanência de jovens nas universidades é novo desafio para a educação no país

22/08/2018 15:46

Para especialistas, estudantes e gestores devem ser ouvidos na implementação de políticas públicas



André Lázaro, diretor da Fundação Santillana, Ivana Maia Santos, estudante, Gabriela Mora, representante do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, Stephanie Ribeiro, arquiteta e ativista feminista negra, e Fábio Takahashi, jornalista da Folha e mediador do debate - Keiny Andrade/Folhapress.


Ações como o ProUni e a implementação de cotas ampliou o acesso ao ensino superior no Brasil nos últimos anos. O desafio, a partir de agora, segundo especialistas, é dar a oportunidade para que o jovem escolha adequadamente o curso e, mais importante ainda, permaneça na instituição para completar sua formação.


“Não adianta incluir se os alunos não conseguem permanecer nesses espaços. Hoje, por questões financeiras ou psicológicas, muitos estudantes desistem”, afirmou Stephanie Ribeiro, arquiteta e ativista feminista negra, durante debate do 3º fórum Inovação Educativa, nesta quarta-feira (22).


O evento, que acontece nos dias 22 e 23 no teatro da Unibes Cultural, em São Paulo, é promovido pela Folha em parceria com a Fundação Telefônica Vivo.


Stephanie contou que, quando entrou para a universidade, se sentia sozinha por vir de um contexto social diferente do de outros alunos da instituição na qual estudava, situação que classificou como hostil.


“Não havia outras mulheres negras no meu curso porque ele era um dos mais caros. Eu usava muito as redes sociais, virava a noite digitando textos enormes, pois não tinha com quem conversar”, contou.


Para que escolas e universidades sejam espaços mais acolhedores, porém, é essencial que estudantes e gestores sejam ouvidos na hora de criar e implementar políticas públicas para a educação, de acordo com Gabriela Mora, representante do programa Cidadania dos Adolescentes, do Unicef.


“Precisamos institucionalizar os espaços de escuta e participação. Gestores, por exemplo, se beneficiam e dependem de políticas públicas para seu próprio desenvolvimento. Não escutar essas vozes fragiliza a implementação dessas ações”, disse.


André Lázaro, diretor da Fundação Santillana, afirmou, durante o evento, que a decisão política é fundamental para transformar a escola, mesmo que outros fatores, como a educação não formal, contribuam para dar novos rumos para a educação.


Para os especialistas, a tecnologia que já está presente na escola, principalmente por meio de smartphones, precisa se tornar uma ferramenta para os professores.


“Hoje, os principais usos dessa tecnologia pelos alunos são para selfies, aplicativos de mensagens e redes sociais. Precisamos transformar isso tudo em instrumentos de aprendizagem”, disse Lázaro.


Gabriela completou: “É fundamental pensar em escolas abertas; para o contexto local e também para os ambientes virtuais”.


A representante dos estudantes no debate, Ivana Maia Santos, 17, contou a sua experiência ao sair de uma escola com modelo de ensino convencional para um colégio que realiza projetos baseados em tecnologia e empreendedorismo.


Para ela, a troca significou uma transformação para o seu futuro. “Na antiga escola, não tinha animação para fazer nada, e os alunos só faziam os trabalhos para passar de ano. Agora, há muitas aulas práticas e motivação para fazer as atividades. A gente praticamente aprende brincando.”


Ivana afirmou que pretende estudar medicina e que, no futuro, pensa em abrir um negócio próprio. “Desde que fui para a nova escola, tenho novas ambições e novos projetos de vida.” Segundo a estudante, alguns de seus colegas de classe já se aventuram como pequenos empreendedores.


Ações como o ProUni e a implementação de cotas ampliou o acesso ao ensino superior no Brasil nos últimos anos. O desafio, a partir de agora, segundo especialistas, é dar a oportunidade para que o jovem escolha adequadamente o curso e, mais importante ainda, permaneça na instituição para completar sua formação.


“Não adianta incluir se os alunos não conseguem permanecer nesses espaços. Hoje, por questões financeiras ou psicológicas, muitos estudantes desistem”, afirmou Stephanie Ribeiro, arquiteta e ativista feminista negra, durante debate do 3º fórum Inovação Educativa, nesta quarta-feira (22).


O evento, que acontece nos dias 22 e 23 no teatro da Unibes Cultural, em São Paulo, é promovido pela Folha em parceria com a Fundação Telefônica Vivo.


Stephanie contou que, quando entrou para a universidade, se sentia sozinha por vir de um contexto social diferente do de outros alunos da instituição na qual estudava, situação que classificou como hostil.


“Não havia outras mulheres negras no meu curso porque ele era um dos mais caros. Eu usava muito as redes sociais, virava a noite digitando textos enormes, pois não tinha com quem conversar”, contou.


Para que escolas e universidades sejam espaços mais acolhedores, porém, é essencial que estudantes e gestores sejam ouvidos na hora de criar e implementar políticas públicas para a educação, de acordo com Gabriela Mora, representante do programa Cidadania dos Adolescentes, do Unicef.


“Precisamos institucionalizar os espaços de escuta e participação. Gestores, por exemplo, se beneficiam e dependem de políticas públicas para seu próprio desenvolvimento. Não escutar essas vozes fragiliza a implementação dessas ações”, disse.


André Lázaro, diretor da Fundação Santillana, afirmou, durante o evento, que a decisão política é fundamental para transformar a escola, mesmo que outros fatores, como a educação não formal, contribuam para dar novos rumos para a educação.


Para os especialistas, a tecnologia que já está presente na escola, principalmente por meio de smartphones, precisa se tornar uma ferramenta para os professores.


“Hoje, os principais usos dessa tecnologia pelos alunos são para selfies, aplicativos de mensagens e redes sociais. Precisamos transformar isso tudo em instrumentos de aprendizagem”, disse Lázaro.


Gabriela completou: “É fundamental pensar em escolas abertas; para o contexto local e também para os ambientes virtuais”.


A representante dos estudantes no debate, Ivana Maia Santos, 17, contou a sua experiência ao sair de uma escola com modelo de ensino convencional para um colégio que realiza projetos baseados em tecnologia e empreendedorismo.


Para ela, a troca significou uma transformação para o seu futuro. “Na antiga escola, não tinha animação para fazer nada, e os alunos só faziam os trabalhos para passar de ano. Agora, há muitas aulas práticas e motivação para fazer as atividades. A gente praticamente aprende brincando.”


Ivana afirmou que pretende estudar medicina e que, no futuro, pensa em abrir um negócio próprio. “Desde que fui para a nova escola, tenho novas ambições e novos projetos de vida.” Segundo a estudante, alguns de seus colegas de classe já se aventuram como pequenos empreendedores.


Fonte: Folha de S.Paulo

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