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Frente Parlamentar da Medicina discute com ministro da Saúde criação da carreira médica de Estado

14/02/2019 12:08

O grupo participou de evento nesta quarta-feira com o ministro Henrique Mandetta. A intenção dos parlamentares é propor uma alternativa ao atual programa Mais Médicos


Reunião de pré-instalação da Frente Parlamentar
O ministro Henrique Mandetta informou aos parlamentares que o governo estuda o rodízio de médicos em locais remotos

A carreira médica de Estado é a principal bandeira de luta da Frente Parlamentar da Medicina. Para isso, será necessária a revisão da forma como é organizado o atual Programa Mais Médicos. A frente defende um modelo com mais transparência e eficiência na aplicação dos recursos, com prioridade para médicos brasileiros e a exigência de revalidação para os formados no exterior.

O presidente da frente, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), ressalta a carência de médicos em localidades no interior do País como o grande desafio a ser vencido. Para ele, a criação da carreira médica de Estado é o caminho. “Nós achamos que é a maneira mais adequada de ocuparmos espaços nesses vazios assistenciais do País. Óbvio, e o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, sabe disso, que nós não podemos de supetão acabar com o programa Mais Médicos. Nós temos de encontrar uma maneira, uma transição entre esse modelo do Mais Médicos e aperfeiçoá-lo através de uma carreira médica de Estado."

Nesta última quarta-feira (13) houve reunião de deputados da frente com os médicos que compõem o Instituto Brasil de Medicina e o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Durante o evento, o ministro informou estar preparando a construção dessa carreira, o que deverá ser feito em parceria com o Congresso. Ele sugere, por exemplo, o rodízio de médicos em localidades remotas. "Porque é muito difícil você ter um plano de carreiras dentro de áreas remotas", ponderou.

Bandeiras

As outras bandeiras de luta da Frente Parlamentar da Medicina são: a suspensão da abertura de Escolas de Medicina até que sejam aprovadas regras claras para isso; a rediscussão do modelo de saúde brasileiro do SUS aos planos de saúde suplementar; e a aprovação de leis que protejam os médicos da violência no local de trabalho e punam os agressores.

A frente parlamentar já conta com o engajamento de 198 deputados e 12 senadores.

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