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CAPES: Estudantes poderão acompanhar expedição científica pela internet

02/10/2017 09:55

Já imaginou como seria participar de uma expedição científica em alto-mar? Embora a distância, isso será possível para estudantes do ensino médio e superior de todo o país. Basta que escolas e instituições de educação superior agendem, gratuitamente, uma conferência virtual com a agente de divulgação brasileira Cristiane Delfina, que está a bordo do navio de pesquisas JOIDES Resolution, pela Expedição 369, na Austrália. Por meio das chamadas de vídeo, os estudantes poderão, entre 1º de outubro e 25 de novembro, conversar com os cientistas a bordo, conhecer o navio e aprender como são realizadas as pesquisas longe da terra firme.

Os agendamentos para as transmissões ao vivo já estão disponíveis. As escolas e instituições de educação superior interessadas devem ter um computador com programa apropriado para fazer a chamada, uma webcam com microfone, caixa de som e internet de boa qualidade.

Para divulgar as atividades científicas do International Ocean Discovery Program (IODP) e os resultados da expedição, Cristiane Delfina foi selecionada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio do programa IODP/Capes-Brasil, para atuar como agente de divulgação da expedição. A intenção é mostrar o que é realizado pelos cientistas para estudantes, pesquisadores, professores de ensino médio, docentes da educação superior e profissionais que trabalham com divulgação científica, de forma a estimular o interesse pela ciência nos oceanos.

A Expedição 369 – que ocorre de 26 de setembro a 26 de novembro –perfurará o solo no oceano Índico para possibilitar estudos sobre as camadas de sedimento do período cretáceo e fará análises dos movimentos oceânicos.


Programa 


Formado por 23 países, o IODP tem a participação de cientistas do mundo todo, entre ele paleontologistas, geólogos, biólogos e geógrafos. O programa internacional de pesquisas marinhas investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície.

Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela Capes, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no programa, a Capes tem o apoio de um comitê científico e um comitê executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa. O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do navio de pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.


As instruções para o agendamento da conferência podem ser acessadas na página eletrônica do programa.


Assessoria de Comunicação Social - MEC


Setor Educacional do Mercosul se reúne na CAPES

De 3 a 6 de outubro, gestores educacionais dos países membros e associados do Mercado Comum do Sul (Mercosul) estarão reunidos na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para discutir iniciativas regionais conjuntas.

Na agenda estão previstos encontros do Comitê Coordenador Regional (CCR), do Comitê Assessor do Fundo Educacional (CAFEM) e da Comissão Regional Coordenadora de Formação Docente (CRCFD). Também haverá reuniões conjuntas dos três órgãos. A CAPES representa o Brasil na CRCFD.

O encontro da Comissão de Formação Docente terá um balanço das inscrições apresentadas ao edital de Pasantías, além do desenvolvimento da avaliação das novas propostas. Outra parte da programação está destinada a uma discussão sobre o Plano de Ação do Setor Educacional do Mercosul (SEM).

A série de reuniões é a primeira desde que o Brasil assumiu a presidência rotativa semestral do SEM, em junho. O SEM é o coordenador das políticas educacionais do bloco.


Acesse a página do Setor Educacional do Mercosul.


Assessoria de Comunicação Social - CAPES


Artigo de bolsista da CAPES ganha prêmio de excelência em escrita

A bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, Mariana Desireé Batista, foi agraciada com o 1° lugar no prêmio Dr. Jackie Rehkopf de excelência em escrita técnica pelo artigo “Hybrid Cellulose-Inorganic Reinforcement Polypropylene Composites: Lightweight Materials for Automotive Applications”.

O artigo foi premiado pela Society of Plastics Engineers (SPE) na 17° Automotive Composites Conference & Exhibition (ACCE), realizada de 6 a 8 de setembro de 2017, decorrente de um estágio realizado pela pesquisadora na Ford Motor Company. “O objetivo do projeto foi reduzir a quantidade de reforços inorgânicos usados nos componentes dos veículos, e substituí-los por fibras de celulose que possuem diversas vantagens, tais como baixo custo, baixa densidade e menor impacto ambiental”, explicou a pesquisadora, formada em engenharia mecatrônica pela UNIFACS – Universidade de Salvador.

Segundo Mariana, bolsista de doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais na Michigan State University (MSU), nos Estados Unidos, o uso de fibras naturais na indústria automotiva é uma estratégia para produzir peças mais leves e, consequentemente, veículos mais econômicos e sustentáveis, estimando que, uma redução de 10 % na massa de um veículo, represente um potencial de economia de combustível de 3 a 7 %.

A bolsista explica ainda que o artigo aborda o desenvolvimento de um material compósito híbrido formado pela combinação de celulose e reforços inorgânicos (fibras de vidro ou talco) em uma matriz polimérica de polipropileno. “A vantagem de combinar dois ou mais tipos de fibras em uma única matriz é que as propriedades de uma fibra complementam o que falta na outra. O interesse em utilizar fibras naturais é que, além de serem recursos provenientes de fonte renovável, elas também têm boas propriedades mecânicas e consomem menos energia durante o processamento. A pesquisa mostra que compósitos híbridos com uma concentração ideal de celulose é uma alternativa viável para reduzir o uso dos reforços inorgânicos em muitas aplicações automotivas”.

Para a pesquisadora, a premiação foi um reconhecimento ao esforço e trabalho empreendidos. “Na posição de uma estudante internacional, me sinto orgulhosa de representar o Brasil no exterior e mostrar que o nosso país tem bons pesquisadores. Também me sinto privilegiada em desenvolver um projeto de pesquisa capaz de se tornar um produto real a ser implementado nos carros e que diminui o impacto ambiental e beneficia a sociedade”, disse. O artigo tem coautoria do orientador da bolsista, Dr. Lawrence Drzal, e de pesquisadores do grupo de Sustentabilidade e Materiais Emergentes da Ford, Dr. Alper Kiziltas e Dra. Deborah Mielewski.


Experiência

Mariana conta que participar do Ciência sem Fronteiras lhe proporcionou conhecer outras culturas, participar de congressos e interagir com pesquisadores renomados em sua área de estudo. “Sou grata ao programa Ciência sem Fronteiras por ter me dado a oportunidade de estudar fora e, portanto, busco aprender o máximo para adquirir mais conhecimento e experiência para levar para o Brasil. Vale ressaltar que o programa tem a consciência de que é preciso investir no futuro do nosso país e que a educação tem um papel importante neste processo”, acrescentou a bolsista.

A pesquisadora cita como um de seus planos para o futuro o desenvolvimento de materiais compósitos que contribuam para o avanço da sustentabilidade global. “Sempre me preocupei em pesquisar recursos renováveis e fibras naturais para valorizar as riquezas naturais abundantes no nosso país. Os benefícios vão além da melhoria das propriedades mecânicas de materiais compósitos, já que o cultivo das plantas das quais são extraídas estas fibras promovem a geração de mais emprego, o que mostra o seu aspecto social e econômico. Pretendo ainda compartilhar minhas experiências e transmitir o conhecimento que adquiri no exterior para motivar as pessoas a acreditarem que todos nós somos capazes de contribuir com algo para o crescimento do nosso país”, disse.


Assessoria de Comunicação Social - CAPES


Comissão mista vota relatório sobre medida provisória que altera o Fies

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 785/17 reúne-se na terça-feira (3) para votar o relatório do deputado Alex Canziani (PTB-PR) à matéria, que reformula o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), alterando as formas de concessão e pagamento e o modelo de gestão. A MP recebeu 278 emendas na comissão.

O texto altera seis leis que tratam do Fies. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é evitar o risco fiscal e operacional. A medida também trata da adesão dos bancos, da constituição de um novo fundo garantidor e de novos sistemas de tecnologia de informação para a seleção e o financiamento; e cria o Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies), incluindo como fontes de recursos para os fundos constitucionais do Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

O novo Fies será dividido em três modalidades e começa a vigorar em 2018. Na primeira, funcionará com um fundo garantidor com recursos da União e ofertará 100 mil vagas por ano, com juros zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de três salários mínimos. Nessa modalidade, o governo vai compartilhar o risco do financiamento com as universidades privadas, o que não ocorre atualmente.


A reunião está marcada para as 14h30, na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho, no Senado. 


Agência Câmara


Relator do novo Fies quer uso do FGTS para pagar dívida estudantil

Ideia que a medida atinja os estudantes que farão parte do programa e os que hoje já fazem uso do financiamento nos moldes antigos.


O Congresso pode permitir que os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sejam usados para pagar dívidas contraídas pelos estudantes no Fies.

O relator da medida provisória do novo Fies, deputado Alex Canziani (PTB-PR), antecipou à reportagem que incluirá essa proposta no parecer que apresentará à comissão na próxima semana.

A intenção do deputado paranaense é que a medida atinja não somente os estudantes que farão parte do programa, divulgado neste ano pelo governo, mas também aqueles que hoje já fazem uso do financiamento estudantil nos moldes antigos. Segundo ele, o texto permite até mesmo que o estudante recorra ao FGTS de familiares. "A pessoa que está estudando e que tem FGTS próprio ou de parente, como pai, mãe, avô, vai poder usar." A proposta permite o uso tanto para quitar a dívida quanto para pagar de forma parcelada, de acordo com o deputado.

O FGTS é um recurso para ser "sacado em momentos especiais", segundo a própria Caixa, que administra o fundo do trabalhador. A legislação atual prevê que o fundo pode ser usado na compra de imóveis ou no momento da aposentadoria, além de situações de dificuldade para o trabalhador, como demissão sem justa causa ou em caso de algumas doenças graves.


FolhaPE

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