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Brasil tem participação recorde na terceira chamada conjunta em CT&I dos BRICS

24/09/2019 10:40

Na avaliação do grupo de trabalho, a cooperação em ciência, tecnologia e inovação está cada vez mais fortalecida no bloco
 
A cooperação científica entre os países do BRICS - bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - está atraindo cada vez mais o interesse dos cientistas do bloco. Essa é uma das conclusões da 5ª Reunião de Agências de Fomento à CT&I dos BRICS, finalizada no último dia 17, em Paulínia - SP. Além disso, a participação do Brasil nos projetos conjuntos do bloco foi recorde na última chamada realizada. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) participou da delegação brasileira na reunião, que faz parte da agenda da 7ª Reunião Ministerial de Ciência, Tecnologia e Inovação dos BRICS.
 
Durante o encontro, o secretariado do grupo de trabalho apresentou uma análise detalhada dos projetos submetidos na terceira chamada conjunta para projetos de pesquisa, lançada em abril deste ano. Com 13 áreas prioritárias, a chamada teve 331 propostas submetidas, das quais 33 foram aprovadas para financiamento pelas agências do bloco.
 
O coordenador de Cooperação Internacional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Lélio Fellows, destacou que a presença do Brasil em projetos conjuntos aumentou. "Das três chamadas, esta será a que vai ter mais projetos em geral e a que terá mais projetos com participação brasileira", disse. Dos 33 projetos aprovados, 18 vão ter participação brasileira. "Parece que são poucos projetos, mas é uma das cooperações mais promissoras que temos na área de ciência e tecnologia. "
 
Também é importante destacar que os projetos aprovados cobriram quase todas as áreas prioritárias, e  a participação do Brasil nas três chamadas e garante a continuidade da cooperação. "Isso consolida uma boa relação no arranjo do BRICS", afirmou o coordenador, que integrou a delegação brasileira.
 
As delegações avaliaram que nos últimos anos foi possível observar a formação de uma identidade científica própria do BRICS, com crescente interesse no programa de cooperação, reforçado pelo financiamento constante dos 5 países. A chamada-piloto em 2016 recebeu 320 propostas em 10 áreas temáticas; a segunda chamada em 2017 recebeu 462 propostas em 6 áreas. O lançamento de sucessivas chamadas permitiu o interesse continuado no programa.
 
O grupo de trabalho fez uma avaliação do ciclo-piloto de cinco anos e já iniciou a discussão para o lançamento do próximo ciclo. Segundo o coordenador-geral de Cooperação Multilateral do MCTIC, Carlos Matsumoto, a próxima chamada deve ser lançada no final de 2020. "Pudemos concluir os projetos, fazer um balanço das chamadas anteriores e projetar como será a do ano que vem."
 
Agenda
 
Com a conclusão da 5ª Reunião das Agências de Fomento à C,T&I do BRICS, o documento final será encaminhado para apreciação na 9ª Reunião de Altos Funcionários de Ciência, Tecnologia e Inovação do BRICS, que tem início nesta quarta-feira (18) . O encontro vai, entre outras atividades, debater a criação de um mecanismo permanente de gerenciamento e coordenação das atividades de C,T&I do bloco, avaliar o Plano de Trabalho do BRICS em C,T&I 2019-2022, os resultados da terceira chamada conjunta e tratar de assunto relacionados à Rede de Inovação dos BRICS (iBRICS).
 
Além da reunião de alto nível com os ministros, que acontece na sexta-feira (20) a agenda inclui uma visita técnica ao Sirius, fonte de luz síncrotron de 4ª geração, em fase final de testes no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, instituto vinculado ao MCTIC. As resoluções e temas discutidos nas atividades preliminares serão apresentados na reunião de ministros e servirão de subsídio para o debate e a produção da declaração final do encontro. Após a leitura da declaração e do plano de trabalho, será realizada uma entrevista coletiva com jornalistas.
 
BRICS
 
O BRICS é o agrupamento formado por cinco grandes países emergentes - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Juntos, os BRICS representam 26,46% da área terrestre mundial, 42,58% da população mundial, 13,24% do poder de voto do Banco Mundial e 14,91% das quotas da FMI. Segundo as estimativas do FMI, os cinco países geraram 22,53% do PIB mundial em 2015 e contribuíram com mais de 50% do crescimento econômico mundial nos últimos 10 anos. No campo científico e tecnológico, os BRICS contribuem com 17% do investimento global em P&D e com 27% dos artigos científicos publicados nos periódicos internacionais.
 
Além dos encontros presidenciais (cúpula e encontro informal à margem do G20), o BRICS organiza, por meio de sua presidência rotativa, cerca de 100 reuniões anuais, são realizadas 15 reuniões em nível ministerial nas áreas de Relações Exteriores, Finanças, Saúde, Comércio, Agricultura, Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, entre outros, e dezenas de encontros de altos funcionários, eventos técnicos, bem como reuniões nas áreas de cultura, educação e esporte.
 
Ao longo de 2019, o Brasil exercerá a presidência de turno do BRICS. A ênfase da presidência brasileira será na promoção de ciência, tecnologia e inovação; da economia digital; do aumento dos contatos entre o setor produtivo e o NDB; e no reforço da cooperação no combate a crimes transnacionais. Além disso, estão programados dezenas de eventos acadêmicos, esportivos, culturais e artísticos ao longo de todo o ano.

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