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Alunos da FEI desenvolvem projetos para melhorias em áreas estratégicas como Digital, Energia e Serviços

19/07/2018 16:17



Entre os projetos estão um semáforo solar híbrido, gerenciador de insumos residencial com rastreamento remoto, e até produção de Biogás


O ritmo acelerado dos avanços tecnológicos, por incertezas e complexos cenários tem criado um momento rico de oportunidades e de aprendizagem, e de intensa busca pela melhoria da qualidade de vida. Novas formas de produção ganham espaço no dia a dia da população. Os conceitos de Indústria 4.0, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Big Data são alguns exemplos deste mundo digital, altamente conectado, e que busca incessantemente responder aos anseios do presente e do futuro.


O Centro Universitário FEI, uma Instituição atenta a este cenário, tem preparado seus alunos para que sejam profissionais em sintonia com os grandes temas do futuro e protagonistas de soluções inovadoras de problemas da indústria e da sociedade. Boa parte resultante desse aprendizado pôde ser visto, recentemente, na exposição INOVA FEI, evento dedicado a apresentação dos projetos de conclusão de curso dos alunos de Engenharia Elétrica, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Engenharia Têxtil e Ciência da Computação.


Os estudos contemplam diversas áreas estratégicas da sociedade, trazendo aplicações inovadoras e funcionais para problemas cotidianos. Entre eles, um gerenciador de insumos residencial com rastreamento remoto, desenvolvido pelos formandos de Engenharia de Automação e Controle, que tem como objetivo utilizar as aplicações de IoT (Internet das Coisas) para medir, transmitir, processar e apresentar dados úteis relativos ao consumo de energia elétrica e água, por meio de sensores e redes de comunicação técnica e economicamente viáveis.


A Internet da Coisas também foi utilizada pelos alunos da Ciência da Computação no desenvolvimento de um modelo de monitoração da produção de alimentos em área urbana. O Projeto abrange o conceito de Internet das Coisas (IoT), ao utilizar sensores, servidor em nuvem e aplicação mobile para fornecer ao usuário dados importantes relacionados as condições de sua plantação. Com o objetivo de auxiliar o projeto Sensing Change: Using Agriculture IoT Sensors to cross-pollinate farming innovations, aprovado pela academia britânica de promoção de conhecimento cientifico, Royal Society, os alunos desenvolveram um hardware e uma aplicação mobile para o projeto.


E é de dentro das residências que também podem sair fontes de energia renováveis e limpas. Um exemplo dessa solução foi a modelagem, desenvolvida por formandos em Engenharia Química, de um biodigestor que, a partir da decomposição de resíduos sólidos orgânicos, gera biogás que será utilizado na produção de energia elétrica possibilitando abastecimento de parte de uma região metropolitana. O biodigestor contribuirá na questão ambiental por redirecionar o destino de resíduos orgânicos, optando-se por um método ecologicamente correto para geração de energia.


A mobilidade urbana também é outro tema de futuro que necessita de soluções e projetos, e os formandos em Engenharia Elétrica desenvolveram uma solução para um dos instrumentos mais importantes e necessários no transito do mundo inteiro, que são os semáforos. Os formandos desenvolveram um modelo híbrido do instrumento, que contempla dois tipos de sistema, ou seja, o que não utiliza rede elétrica e armazena a energia gerada em uma bateria estacionária, por meio de placas solares, mas também outro, que utiliza a rede elétrica, afim de sempre manter o semáforo em funcionamento caso for necessário suprir eventuais problemas, gerando assim um sistema híbrido formado por on grid e off grid. A ideia é que no período do dia o semáforo funcione com a placa solar alimentando-o diretamente e mandando carga para bateria ao mesmo tempo. Já no período noturno, como não existirá luz solar, apenas a bateria manterá o circuito em funcionamento, com autonomia suficiente para alguns dias, caso tenha pouca luz solar ou alguma tragédia que impeça a placa solar de carregar a bateria.


Os alunos da FEI também aplicaram o conhecimento tecnológico em prol de portadores de necessidades especiais, ao desenvolverem um dispositivo modular eletrônico para autonomia de deficientes visuais. O Projeto tem como objetivo sanar ou pelo menos minimizar as implicações vivenciadas diariamente pelos deficientes visuais, que dentre as suas limitações, estão a dificuldade de locomoção de forma autônoma em ambientes desconhecidos, mais precisamente em ambientes abertos como parques, universidades e eventos.


O protótipo desenvolvido pelos formandos em Ciência da Computação auxilia nas necessidades de locomoção utilizando um sistema de GPS. O modulo de processamento é responsável por tratar as informações obtidas do sinal gps, calcular a posição do indivíduo em relação a rota desejada e excitar os motores vibracall de forma ordenada guiando o indivíduo. O indivíduo poderá selecionar até três rotas, após a seleção basta iniciar a movimentação que o dispositivo irá guiar o indivíduo através de leves vibrações, que ocorreram no lado esquerdo e direito da cintura, ou seja, quando é necessário virar à esquerda, ocorrerá uma pequena vibração do lado esquerdo do cinto, da mesma forma ocorrerá quando for necessário virar à direita, em linha reta não ocorrerá nenhuma vibração.


Para o coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e de Engenharia de Automação e Controle, Renato Giacomini, os projetos apresentados nessa última edição do INOVA FEI são a concretização das inovações que vêm sendo discutidas e desenvolvidas na FEI, a partir da Plataforma de Inovação. “Desde as primeiras reuniões de projeto, quando eram discutidos os temas, foram postos em prática os métodos de desenvolvimento de ideias tratados no ciclo de capacitação para inovação, que foi aplicado a todo o Centro Universitário. Chegamos ao INOVA FEI com mais de 10 protótipos funcionais de produtos inovadores nos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de Automação e Controle, por exemplo, em um espectro bastante abrangente de temas. Os projetos de todos os cursos mostraram desde soluções para segurança pessoal até sistemas para deficientes visuais”, destacou o professor.


Clique aqui e confira um pequeno vídeo sobre o evento.


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